Autor desconhecido
Lá no alto, acima das montanhas e das nuvens fofinhas, existia o Reino do Céu Brilhante. Ali morava Trovãozinho, o pequeno guardião das tempestades.
Ele não era grande nem assustador como os antigos deuses do trovão das histórias antigas. Era curioso, tinha cabelos arrepiados como raios dourados e usava uma capa azul que parecia feita de pedacinhos de céu.
O trabalho de Trovãozinho era importante: ele precisava tocar seu tambor mágico para acordar as nuvens quando a terra estivesse precisando de chuva. Cada batida ecoava como um “BOOM!” — e lá embaixo as pessoas diziam:
— Ih, lá vem o trovão!
Mas havia um problema.
Trovãozinho tinha medo de errar o ritmo.
Certa vez, ele bateu forte demais no tambor e a tempestade ficou assustadora. As crianças se esconderam, os cachorros latiram, e ele se sentiu muito triste.
— Talvez eu não seja um bom guardião… — suspirou.
Então a Senhora Brisa, leve como um suspiro, aproximou-se e disse:
— O trovão não precisa ser assustador. Ele só precisa avisar que a chuva vem para ajudar.
Naquela noite, Trovãozinho desceu bem pertinho da Terra, escondido atrás das nuvens. Ele viu as plantações secas, os rios pedindo água e as flores esperando gotas fresquinhas.
Respirou fundo.
Desta vez, tocou seu tambor com cuidado.
BOOM… BOOM…
Suave, firme, gentil.
A chuva caiu mansa. As crianças olharam pela janela e sorriram. As plantas dançaram felizes. E Trovãozinho percebeu algo muito importante:
O trovão não é para assustar.
É para anunciar esperança.
Desde então, toda vez que você ouvir um trovão rolando no céu, pode ser Trovãozinho lembrando ao mundo que depois do barulho vem a chuva… e depois da chuva, o arco-íris.
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