A lenda dos vulcões

História mexicana

Há muito tempo, quando os europeus ainda não haviam chegado ao México e os astecas construíam seu império, o rei tinha uma linda filha chamada Izta.

O mais conhecido guerreiro daquela época, Popo, era apaixonado pela princesa e queria se casar com ela.

O rei, querendo se aproveitar da situação, fez uma proposta a Popo. Se ele derrotasse o inimigo, com quem estavam em guerra, ele poderia se casar com sua filha.

Ele aceitou a proposta e partiu com seus soldados para a guerra.

Havia também um outro guerreiro que era apaixonado pela princesa e, para conseguir o que queria, fugiu da guerra, voltou para o palácio e falou para todos que Popo havia falecido.

Izta ficou muito entristecida porque também amava Popo. Ela não queria mais comer e foi ficando doente até que faleceu.

Algumas luas depois Popo voltou, vitorioso da guerra e ficou sabendo o que havia acontecido.

Chorando de tristeza ele pediu ao rei que pudesse enterrá-la em um campo e lá ele ficou até que doente também morreu.

Ao verem o que havia acontecido, os deuses se compadeceram e transformaram os dois em dois enormes vulcões, um ao lado do outro, para ficaram por toda a eternidade juntos.

Popo se transformou em um “vulcão fumegante” (Popocatépetl) que faz chover fogo na Terra, por causa da raiva que se apoderou dele após perder sua amada, e Izta foi transformada num vulcão coberto de neve, chamado até hoje de “a mulher de branco” (Iztaccíhuatl).

O guerreiro invejoso também foi transformado em um vulcão, o pico Orizaba, que de longe terá que observar os dois juntos para sempre.

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