O elefante branco

História budista

Era uma vez um jovem e majestoso elefante totalmente branco. Seus dentes de marfim brilhavam como a neve e sua pele reluzia como a lua cheia. Apesar de sua enorme força e beleza incomparável, ele era conhecido por algo ainda mais grandioso: sua extrema bondade e seu amor devotado à sua mãe.

A mãe do elefante já era muito velhinha e havia ficado completamente cega. Incapaz de caminhar pelas florestas para procurar a própria comida, ela dependia do filho para tudo. Todos os dias, o elefante branco caminhava longas distâncias para colher as frutas mais doces, as folhas mais macias e buscar a água mais pura das nascentes para alimentar e cuidar de sua mãe no silêncio da montanha.

Certo dia, um caçador se perdeu na floresta densa. Desesperado, chorando e sem saber como voltar para casa, seus gritos ecoaram pelas árvores. Ao ouvir o choro do homem, o bondoso elefante branco aproximou-se calmamente para ajudá-lo. O elefante pediu que o caçador subisse em suas costas e o carregou com segurança até a beira da estrada que levava à cidade. Agradecido, o caçador prometeu jamais esquecer aquele gesto de generosidade.

No entanto, ao chegar à capital, o caçador ouviu os pregoeiros do rei anunciarem uma grande recompensa: o elefante real havia falecido e o rei procurava uma criatura extraordinária para ser o novo símbolo do reino. Ganancioso, o caçador esqueceu sua promessa e correu ao palácio para revelar a localização do incrível elefante branco.

O rei enviou imediatamente seus guardas e adestradores. Quando encontraram o elefante na floresta, o animal percebeu a intenção dos homens. Ele sabia que podia facilmente vencê-los com sua força gigantesca, mas decidiu não lutar para não ferir ninguém. Em silêncio, permitiu que o amarrassem e o levassem embora, enquanto sua mãe permanecia na caverna, sem entender por que o filho demorava a voltar.

No palácio, o rei preparou uma grande festa. O elefante branco foi decorado com joias, flores e mantos de seda, e diante dele foram colocados banquetes dignos de um rei. Mas o elefante recusava-se a comer qualquer alimento ou beber uma gota de água. Dias se passaram e o animal começou a enfraquecer visivelmente, tomado pela tristeza.

Preocupado e com medo que o elefante morresse de tristeza o rei ordenou que ele fosse libertado e ofereceu-lhe proteção real para sempre. O elefante branco agradeceu com respeito e correu de volta para as montanhas.

Ao chegar à caverna, encontrou sua mãe fraca e assustada. Ele rapidamente usou sua tromba para espalhar água fresca sobre o corpo dela e lhe ofereceu as frutas mais saborosas da floresta. Ao sentir o toque e o carinho do filho, a mãe recuperou as forças, e os dois viveram felizes em paz por muitos e muitos anos.

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