Autor desconhecido
Era uma vez um menino que sempre era o melhor em tudo. Ele estudava muito para ser o melhor da sala. Ele praticava muito para ser o melhor no futebol. Ele se esforçava para ser melhor que seus irmãos e seus amigos em tudo o que fazia.
Quando se tornou adolescente, dedicou-se muito para se destacar em todas as atividades que fazia e, depois, para ser o aluno com a melhor nota no vestibular.
Também era ativo em sua igreja e sempre participava de todos os encontros.
Sempre que via alguém que se destacava em algo, desdobrava-se em mil para conseguir superar aquela pessoa.
Quando se tornou adulto, fazia de tudo para ser o melhor funcionário da sua empresa, para ser o melhor marido e o melhor pai.
Quando se aposentou, usava o seu tempo para ser o melhor e mais dedicado voluntário no abrigo de cachorros e no orfanato da cidade.
Um dia, ele ficou muito idoso e faleceu.
Quando chegou ao céu, foi logo falando:
— Eu fui o melhor filho, o melhor irmão, o melhor aluno, o melhor amigo, o melhor funcionário, o melhor marido, o melhor pai. Eu fui o melhor em tudo o que fiz, melhor em todas as coisas, melhor que qualquer um.
O anjo que o havia recebido então falou:
— Realmente, você foi melhor que qualquer um, mas a sua única obrigação era ser o melhor João. Você se dedicou tanto para ser melhor que os outros e se esqueceu de ser o melhor de si mesmo; você sequer tentou entender quem era, seus gostos e seus desejos. Você foi o melhor de todos, mas o pior João que poderia ser.
Conselho de vó: Sua única obrigação é ser o melhor de si mesmo.
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